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SUVs híbridos são nova alternativa tecnológica
10/08/2019 07:27:20
Paula Gama

O segmento de SUVs compactos de luxo tem concorrentes de peso, como BMW X2, Jaguar E-Pace e Volvo XC40. Em abril deste ano, ganhou mais um representante: o híbrido Lexus UX 250h. O nome significa “crossover urbano”, o que diz muito sobre o modelo.

Testamos o veículo em terras capixabas e, antes de falar sobre seu desempenho, é bom registrar que o que mais ouvimos sobre o UX durante os dias em que convivemos - além de elogios ao design - foi a seguinte pergunta: “é um SUV ou um hatch?”.

A pergunta tem fundamento, já que o Lexus tem 15,7 cm de altura livre do solo, dois centímetros a menos que o subcompacto Renault Kwid. O porta-malas e o espaço para passageiros no banco de trás também não têm dimensões de um veículo familiar. São apenas 234 litros de bagageiro, espaço semelhante ao de um Fiat Mobi.

Dimensões à parte, quem compra o modelo, considerando que não se trata de um SUV para carregar a família inteira, leva para casa um excelente produto. Aliás, ele não é o único que parece um hatch, o BMW X2 também passa essa impressão.

MECÂNICA

Como todo híbrido, seu conjunto motriz é composto por dois motores: um 2.0 a gasolina com injeção eletrônica de combustível e um propulsor elétrico. Essa combinação também equipa o Corolla europeu topo de linha. No entanto, no Brasil, o sedã híbrido virá com motor 1.8 flex.

A potência do 2.0 a gasolina é de 145 cv, e a do elétrico é de 107 cv. Juntos, rendem 181 cavalos. O torque total não é informado, mas o motor a combustão tem 19,4 kgfm, a 5.200 rpm, e o elétrico 20,2 kgfm. A transmissão é automática tipo CVT, e a tração é dianteira.

O motor elétrico é responsável por dar a partida no veículo. O propulsor a gasolina só entra em cena quando o motorista pisa mais fundo no acelerador. Também há a função EV, que utiliza só o modo elétrico, sem consumo de combustível, ideal para curtos trajetos em baixa velocidade.

Todo o funcionamento dos motores pode ser acompanhado na tela da central multimídia, inclusive quando a bateria está sendo regenerada, durante as freadas, por exemplo.

IMPRESSÕES

O que mais chama a atenção ao entrar no UX é o conforto. Testamos a versão topo F Sport, que custa R$ 214.490,00 - a de entrada sai por R$ 173.490,00.

A F Sport é equipada com itens, como head-up display - que projeta informações do painel no para-brisas-, bancos esportivos com aquecimento e ajustes elétrico para os dianteiros, quadro de instrumentos com visor digital de oito polegadas, carregador de celular por indução, câmera de ré, oito airbags, partida por botão, chave com sensor de presença e seletor de modos de condução (eco, normal, sport e sport+) que mudam o comportamento de resposta do trem de força.

Na prática, dirigir e viajar no modelo é muito confortável. O painel é bastante tecnológico e intuitivo, é possível personalizar a maioria das informações. A central multimídia, apesar de ter bom funcionamento, não é compatível com aplicativos, como Apple Car Play. A maioria dos equipamentos são acessados facilmente, com exceção do seletor de modos de condução, que fica no painel, um pouco afastado do volante.

Na cidade, o modelo economiza bastante combustível, fez 16,7km/l em nosso teste. Na estrada, o motor a combustão é mais acionado, fez 14,7 km/l. A estabilidade e segurança nas curvas foram destaque, mérito do controle de tração e estabilidade.

O conforto acústico dentro da cabine também é um ponto forte, e, no modo Sport +, o carro simula um ronco bem vigoroso. A suspensão tem calibração macia e absorve bem a maioria das imperfeições do solo. Nas arrancadas e retomadas, o híbrido fez bonito, aliás, vai de 0 a 100 km/h em 8,4 segundos. É nessa hora que mais parece um hatch.

Por fim, o modelo se mostra uma boa opção, principalmente, para entusiastas da tecnologia híbrida e que consideram um hatch médio premium.